Exames para Equinos
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Exame:
ACTH Endógeno
Descrição do teste: Dosagem plasmática de ACTH endógeno para investigação de doenças adrenais em equinos, especialmente Síndrome de Cushing/PPID (Disfunção da Pars Intermédia da Hipófise).
Comentários: Recomenda-se coleta pela manhã e minimização do estresse, pois fatores ambientais podem influenciar a concentração de ACTH.
- Tipo de amostra: Plasma com EDTA
- Espécie: Equina
- Volume ideal: 1 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de EDTA (tampa roxa) – sem separador de gel
- Jejum: 8h a 12h
- Critérios de rejeição: Amostra hemolisada, não refrigerada ou enviada em sangue total.
ENVIO
Seguir passo a passo do nosso Pocket Guide.
O plasma deve ser separado imediatamente após a coleta e congelado.
- Valores elevados de ACTH endógeno em equinos sugerem PPID.
- Resultados devem ser interpretados considerando estação do ano (valores fisiologicamente mais altos no outono), sinais clínicos e exames complementares.
MÉTODO DO TESTE
Imunoensaio Quimioluminescente (CLIA).
Exame:
Cortisol
Descrição do teste: Dosagem sérica de cortisol basal para avaliação da função adrenal em equinos.
Comentários: A concentração sérica de cortisol sofre variações circadianas, além de ser influenciada por estresse e medicações.
- Tipo de amostra: Soro
- Espécie: Equina
- Volume ideal: 1 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela, sem gel ativador
- Jejum: 8h a 12h
- Critérios de rejeição: Amostra hemolisada ou volume insuficiente.
ENVIO
Seguir passo a passo do nosso Pocket Guide.
Amostras devem ser refrigeradas ou congeladas até o envio
- Concentrações isoladas de cortisol possuem baixo valor diagnóstico.
- A interpretação deve ser feita em associação a testes dinâmicos (ex.: ACTH stimulation ou supressão com dexametasona) e ao quadro clínico do paciente.
MÉTODO DO TESTE
Radioimunoensaio (RIE).
Exame:
INSULINA
Descrição do teste: Dosagem sérica de insulina basal em equinos.
Comentários: Utilizado na investigação de resistência insulínica e como parte do diagnóstico da Síndrome Metabólica Equina (SME).
- Tipo de amostra: Soro
- Espécie: Equina
- Volume ideal: 1 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela, sem gel ativador
- Jejum: 8h a 12h
- Critérios de rejeição: Amostra hemolisada ou mal acondicionada.
ENVIO
Seguir passo a passo do nosso Pocket Guide.
Amostras devem ser enviadas refrigeradas ou congeladas.
- Hiperinsulinemia basal é sugestiva de resistência à insulina, especialmente em equinos obesos ou com laminite recorrente.
- Resultados devem ser correlacionados com glicemia e, quando necessário, com testes dinâmicos (ex.: teste oral de glicose ou teste combinado de glicose-insulina).
MÉTODO DO TESTE
Radioimunoensaio (RIE).
Exame:
INSULINA – 2 amostras
Descrição do teste: Dosagem sérica de insulina em dois tempos (T0 = basal/jejum e T1 = 2–3 h pós-prandial ou conforme protocolo nutricional definido).
Comentários: Indicado para avaliação dinâmica da resposta insulínica em suspeita de Síndrome Metabólica Equina (SME) e em equinos com laminite recorrente ou obesidade.
- Amostra: Soro
- Espécie: Equina
- Volume ideal: 0,7 mL por tempo
- Volume mínimo: 0,5 mL por tempo
- Recipiente: Tubo tampa vermelha ou amarela, sem gel separador
- Jejum: 8h a 12h
- Critérios de Rejeição: Amostras sem identificação do tempo (T0/T1), hemolisadas, lipêmicas ou com volume insuficiente
ENVIO
Identificar claramente T0 e T1.
- Insulina pós-prandial exagerada (vs. basal): sugere resistência à insulina/SME.
- Hiperinsulinemia basal e pós-prandial: maior risco metabólico e de laminite; considerar ajustes dietéticos e reavaliação periódica.
- Interpretar sempre com glicemia e, quando necessário, com testes dinâmicos (ex.: teste oral de glicose).
MÉTODO DO TESTE
Radioimunoensaio (RIE).
Exame:
PROGESTERONA
Descrição do teste: Dosagem sérica de progesterona para avaliação luteal em éguas.
Comentários: Útil para confirmar atividade lútea (ex.: presença de corpo lúteo), monitorar protocolos reprodutivos e investigar causas de falhas de concepção/perdas embrionárias iniciais.
- Amostra: Soro
- Espécie: Equina
- Volume ideal: 0,7 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo tampa vermelha ou amarela, sem gel separador
- Jejum: 8h a 12h
- Critérios de Rejeição: Amostras hemolisadas, lipêmicas ou com volume insuficiente
- Valores compatíveis com fase lútea: confirmam função luteal ativa.
- Concentrações persistentemente baixas: podem indicar insuficiência luteal/ausência de CL; correlacionar com ultrassonografia e histórico reprodutivo.
- Em protocolos de suporte com progestágenos, utilizar para monitoramento terapêutico.
MÉTODO DO TESTE
Imunoensaio Quimioluminescente (CLIA).
Exame:
Testosterona
Descrição do teste: Dosagem sérica de testosterona para avaliação da função testicular em garanhões e investigação de criptorquidismo (isolado ou em protocolos com estímulo, quando solicitado).
Comentários: Auxilia na avaliação da capacidade reprodutiva, comportamento sexual e em investigações de tumores testiculares secretores de andrógenos.
- Amostra: Soro
- Espécie: Equina
- Volume ideal: 0,7 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo tampa vermelha ou amarela, sem gel separador
- Jejum: 8h a 12h
- Critérios de Rejeição: Amostras hemolisadas, lipêmicas ou com volume insuficiente
ENVIO
Seguir passo a passo do nosso Pocket Guide.
- Concentrações adequadas em garanhões: compatíveis com função testicular; considerar variações sazonais e individuais.
- Valores baixos: podem sugerir hipofunção testicular; correlacionar com espermograma e exame andrológico.
- Em suspeita de criptorquidismo, a testosterona basal e/ou pós-estímulo (ex.: hCG, quando solicitado em outro protocolo) pode auxiliar no diagnóstico.
MÉTODO DO TESTE
Radioimunoensaio (RIE).
Exame:
Estradiol
Descrição do teste: Dosagem sérica de estradiol, principal estrogênio produzido pelos ovários e adrenais.
Comentários: Importante para avaliação de função reprodutiva, diagnóstico de tumores ovarianos secretores (como granulosa-tecais) e monitoramento de distúrbios endócrinos em éguas.
- Tipo de amostra: Soro
- Espécie: Equina
- Volume ideal: 0,7 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela, sem gel ativador
- Jejum: 8h a 12h
- Critérios de rejeição: Amostra incompatível, hemólise acentuada, volume insuficiente
Valores elevados podem estar associados a tumores ovarianos secretores, enquanto alterações no ciclo estral devem ser interpretadas em conjunto com progesterona e ultrassonografia.
Método do Teste
Radioimunoensaio (RIE).
Exame:
T3 Total
Descrição do teste: Quantificação sérica de triiodotironina (T3), hormônio tireoidiano ativo derivado da conversão de T4.
Comentários: Utilizado como marcador complementar na avaliação da função tireoidiana, embora alterações possam refletir doenças não-tireoidianas (“síndrome do T3 baixo”).
- Tipo de amostra: Soro
- Espécie: Equina
- Volume ideal: 0,7 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela, sem gel ativador
- Jejum: 8h a 12h
- Critérios de rejeição: Amostra incompatível, hemólise acentuada
Níveis reduzidos podem estar associados a enfermidades sistêmicas ou uso de medicamentos; valores devem ser interpretados em conjunto com T4 e TSH.
Método do Teste
Radioimunoensaio (RIE).
Exame:
T4 Total
Descrição do teste: Dosagem sérica de tiroxina (T4), hormônio principal secretado pela glândula tireoide.
Comentários: Essencial na avaliação da função tireoidiana, mas pode ser influenciado por medicamentos, dieta e doenças não-tireoidianas.
- Tipo de amostra: Soro
- Espécie: Equina
- Volume ideal: 0,7 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela, sem gel ativador
- Jejum: 8h a 12h
- Critérios de rejeição: Amostra incompatível, hemólise, volume insuficiente
Valores baixos não confirmam hipotireoidismo em equinos, sendo necessárias correlações clínicas e outros testes.
Método do Teste
Radioimunoensaio (RIE).
Exame:
T4 Livre por Diálise
Descrição do teste: Quantificação da fração livre de tiroxina (T4), obtida por diálise de equilíbrio, considerada a forma biologicamente ativa do hormônio.
Comentários: Menos suscetível às alterações de proteínas séricas e às doenças não-tireoidianas quando comparado ao T4 Total.
- Tipo de amostra: Soro
- Espécie: Equina
- Volume ideal: 0,7 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela, sem gel ativador
- Jejum: 8h a 12h
- Critérios de rejeição: Amostra hemolisada, volume insuficiente, tubo inadequado
Valores baixos podem sugerir hipotireoidismo, porém devem sempre ser interpretados com o histórico clínico, T4 Total, TSH e demais exames. O método por diálise de equilíbrio reduz falsos resultados relacionados a doenças sistêmicas.
Método do Teste
Radioimunoensaio (RIE) após diálise de equilíbrio.
Exame:
Linfoma Equinos (TK1)
Descrição do teste: Dosagem da timidina quinase 1 (TK1), uma enzima associada à proliferação celular.
Comentários: Exame complementar na investigação de linfoma e outros processos proliferativos em equinos, especialmente quando há suspeita clínica e exames de imagem sugestivos.
- Tipo de amostra: Soro
- Espécie: Equina
- Volume ideal: 0,7 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela, sem gel ativador
- Jejum: 8h a 12h
- Critérios de rejeição: Amostra hemolisada, volume insuficiente ou mal acondicionada
Valores aumentados de TK1 podem indicar atividade proliferativa associada a linfoma ou neoplasias. O teste deve ser utilizado em conjunto com avaliação clínica, citologia, histopatologia e exames de imagem.
Exame:
CORTISOL BASAL E PÓS ACTH (RIE)
Descrição do teste: Dosagem sérica de cortisol basal (T0) e após estímulo com ACTH (T1).
Comentários: Principal teste para diagnóstico de hipoadrenocorticismo (Doença de Addison) e avaliação da reserva adrenal em suspeita de hipercortisolismo (Síndrome de Cushing).
- Tipo de amostra: Soro
- Espécies: Canina, Felina, Equina
- Volume ideal: 0,7 mL por tempo
- Volume mínimo: 0,5 mL por tempo
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela
- Critérios de Rejeição: Amostra incompatível ou ausência de identificação dos tempos (T0 e T1)
Envio
Seguir passo a passo do nosso Pocket Guide (link), identificando claramente os tubos basal (T0) e pós-ACTH (T1).
- Hipoadrenocorticismo (Addison): cortisol basal e pós-ACTH baixos confirmam a deficiência de reserva adrenal.
- Hipercortisolismo (Cushing): cães normais podem ter cortisol basal variável, mas na maioria dos cães com Cushing ocorre resposta aumentada pós-ACTH.
* Resultados devem sempre ser avaliados junto a sinais clínicos, histórico e exames complementares.
Método do Teste
Radioimunoensaio (RIE).
Exame:
25 OH Vitamina D
Descrição do teste: Dosagem sérica da 25-hidroxivitamina D, principal metabólito utilizado para avaliar o status de vitamina D em cães e gatos.
Comentários: Indicada para investigação de distúrbios do metabolismo do cálcio e fósforo, avaliação nutricional, doenças endócrinas e monitoramento de suplementação vitamínica.
- Tipo de amostra: Soro
- Espécies: Canina, Felina, Equina
- Volume ideal: 1,0 mL
- Volume mínimo: 0,8 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela
- Critérios de Rejeição: Amostra hemolisada, lipêmica ou volume insuficiente
Envio
Seguir passo a passo do nosso Pocket Guide (link).
- Valores baixos: deficiência ou insuficiência de vitamina D, associados a doenças renais crônicas, dietas desequilibradas ou distúrbios gastrointestinais.
- Valores elevados: podem estar relacionados à suplementação excessiva ou intoxicação por vitamina D.
Resultados devem ser interpretados em conjunto com cálcio, fósforo e PTH.
Método do Teste
Espectrometria de Massa (LC-MS/MS).
Exame:
Vitamina B12
Descrição do teste: Dosagem sérica de cobalamina (vitamina B12), essencial para metabolismo celular e integridade da mucosa intestinal.
Comentários: Indicada na avaliação de má absorção intestinal, insuficiência pancreática exócrina (IPE) e enteropatias crônicas.
- Tipo de amostra: Soro
- Espécies: Canina, Felina, Equina
- Volume ideal: 0,7 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela
- Valores baixos: compatíveis com má absorção ileal, enteropatias crônicas ou IPE.
- Valores elevados: podem ocorrer em suplementação, hepatopatias ou neoplasias.
* A deficiência de B12 está associada à diarreia crônica, perda de peso e atraso de crescimento.
Método do Teste
Imunoensaio Quimioluminescente (CLIA).
Exame:
Ácido Fólico
Descrição do teste: Dosagem sérica de ácido fólico, absorvido principalmente no intestino delgado proximal.
Comentários: Auxilia na avaliação da absorção intestinal e na diferenciação entre tipos de enteropatia.
- Tipo de amostra: Soro
- Espécies: Canina, Felina, Equina
- Volume ideal: 0,7 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela
- Critérios de Rejeição: Amostra hemolisada, lipêmica ou volume insuficiente
- Valores baixos: podem indicar doença do intestino proximal.
- Valores elevados: podem ocorrer em crescimento bacteriano excessivo (SIBO).
* A interpretação deve ser feita em conjunto com vitamina B12.
Método do Teste
Imunoensaio Quimioluminescente (CLIA).
Exame:
VITAMINAS ESSENCIAIS (Vit. D + B12 + Folato)
- Tipo de amostra: Soro
- Espécies: Canina, Felina e Equina
- Volume ideal: 1,0 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente de envio: Tubo de tampa vermelha ou amarela
- Critérios de Rejeição: Amostras hemolisadas, lipêmicas ou volume insuficiente
Exame:
VITAMINA E
Descrição do teste: Dosagem sérica de Vitamina E (alfa-tocoferol) para avaliação do status antioxidante e nutricional do paciente.
Comentários: Indicada na investigação de distúrbios neuromusculares, doenças inflamatórias, síndromes de má absorção intestinal e alterações associadas ao estresse oxidativo.
A deficiência pode estar relacionada a doenças hepáticas, pancreáticas ou intestinais, enquanto valores elevados geralmente estão associados à suplementação.
- Tipo de amostra: Soro
- Espécies: Canina, Felina, Equina
- Volume ideal: 0,7 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela
- Critérios de Rejeição: Amostra hemolisada intensa, lipêmica acentuada, exposição prolongada à luz ou volume insuficiente
Observação importante:
A amostra deve ser protegida da luz e mantida refrigerada até o envio.
Exame:
AST
Descrição do teste: Dosagem sérica da aspartato aminotransferase (AST), enzima presente principalmente no fígado e musculatura esquelética.
Comentários: Indicada na investigação de lesões hepatocelulares e musculares. A AST não é específica para fígado, devendo ser interpretada em conjunto com ALT, FA e, quando houver suspeita de lesão muscular, com CK.
- Tipo de amostra: Soro
- Espécies: Canina, Felina, Equina
- Volume ideal: 1 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela
- Critérios de Rejeição: Amostra hemolisada (pode interferir significativamente), lipêmica acentuada ou volume insuficiente
Exame:
GGT
Descrição do teste: Dosagem sérica da gama-glutamil transferase (GGT), enzima associada principalmente ao epitélio biliar.
Comentários: Indicada na investigação de colestase, doenças hepatobiliares e monitoramento de alterações hepáticas. Em equinos, é considerada marcador sensível para afecções hepatobiliares, especialmente colestáticas.
- Tipo de amostra: Soro
- Espécies: Canina, Felina, Equina
- Volume ideal: 0,5 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela
- Critérios de Rejeição: Amostra hemolisada intensa, lipêmica acentuada ou volume insuficiente
Exame:
lactato
Descrição do teste: Dosagem de lactato sanguíneo, marcador do metabolismo anaeróbico e da perfusão tecidual.
Comentários: Indicado na avaliação de pacientes críticos, choque, hipóxia, sepse, distúrbios metabólicos e monitoramento da resposta terapêutica. Em equinos, é amplamente utilizado na avaliação de cólica e prognóstico de afecções gastrointestinais.
- Tipo de amostra: Plasma com fluoreto de sódio (tubo cinza) ou heparina
- Espécies: Canina, Felina, Equina
- Volume ideal: 1 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo com fluoreto de sódio ou heparina
- Critérios de Rejeição: Amostra hemolisada intensa, atraso no processamento ou coleta inadequada
Observação importante:
A amostra deve ser processada rapidamente após a coleta, pois o lactato pode aumentar artificialmente se houver demora no centrifugamento.
Exame:
FIBRINOGÊNIO
Descrição do teste: Dosagem plasmática de fibrinogênio, proteína de fase aguda envolvida na coagulação e na resposta inflamatória.
Comentários: Indicado na investigação de processos inflamatórios, infecciosos e distúrbios de coagulação. Em equinos, é considerado um marcador importante de inflamação sistêmica e frequentemente utilizado na avaliação de doenças infecciosas e inflamatórias.
- Tipo de amostra: Plasma citratado
- Espécies: Canina, Felina, Equina
- Volume ideal: 1 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo com citrato de sódio (tampa azul)
- Critérios de Rejeição: Amostra coagulada, hemolisada intensa, volume insuficiente ou proporção inadequada sangue:citrato.
Exame:
PROTEÍNA TOTAL
Descrição do teste: Dosagem sérica ou plasmática da proteína total, que corresponde à soma das frações albumina e globulinas circulantes.
Comentários: Indicada na avaliação do estado nutricional, inflamatório, hepático e renal. Pode auxiliar na investigação de desidratação, doenças inflamatórias crônicas, imunomediadas, hepatopatias e perdas proteicas (renais ou gastrointestinais).
- Tipo de amostra: Soro ou plasma
- Espécies: Canina, Felina, Equina
- Volume ideal: 1 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela (para soro)
- Critérios de Rejeição: Amostra hemolisada intensa, lipêmica acentuada ou volume insuficiente
Exame:
sódio
Descrição do teste: Dosagem sérica ou plasmática de sódio, principal cátion extracelular, fundamental para o equilíbrio hidroeletrolítico e função neuromuscular.
Comentários: Indicado na avaliação de distúrbios eletrolíticos, alterações ácido-base, doenças renais, adrenais (como hipoadrenocorticismo) e pacientes críticos. A alteração do sódio pode impactar diretamente o estado neurológico do paciente.
- Tipo de amostra: Soro ou plasma
- Espécies: Canina, Felina, Equina
- Volume ideal: 1 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela (soro) ou heparina
- Critérios de Rejeição: Amostra hemolisada intensa ou volume insuficiente
Hiponatremia: Pode estar associada a hipoadrenocorticismo, insuficiência renal, perdas gastrointestinais ou excesso de fluidoterapia.
Hipernatremia: Pode ocorrer em desidratação, diabetes insipidus ou perdas hídricas excessivas.
* A interpretação deve considerar potássio, cloreto e estado clínico do paciente.
Exame:
POTÁSSIO
Descrição do teste: Dosagem sérica ou plasmática de potássio, principal cátion intracelular, essencial para função neuromuscular e cardíaca.
Comentários: Indicado na investigação de distúrbios eletrolíticos, alterações renais, adrenais (especialmente hipoadrenocorticismo), acidose metabólica e pacientes críticos. Alterações significativas podem causar arritmias cardíacas potencialmente graves.
- Tipo de amostra: Soro ou plasma
- Espécies: Canina, Felina, Equina
- Volume ideal: 1 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela (soro) ou heparina
- Critérios de Rejeição: Amostra hemolisada (pode elevar falsamente o resultado), volume insuficiente
Hipocalemia: Pode ocorrer em perdas gastrointestinais, uso de diuréticos, doença renal crônica ou anorexia prolongada (especialmente em felinos).
Hipercalemia: Pode estar associada a hipoadrenocorticismo, insuficiência renal aguda, obstrução urinária ou hemólise da amostra.
* A interpretação deve considerar sódio, cloreto e relação Na:K quando aplicável.
Exame:
CK
Descrição do teste: Dosagem sérica de creatina quinase (CK), enzima presente principalmente na musculatura esquelética, cardíaca e, em menor grau, no tecido cerebral.
Comentários: Indicada na investigação de lesões musculares agudas, miopatias, trauma, convulsões, rabdomiólise e monitoramento de doenças musculares.
Em equinos, é amplamente utilizada na avaliação de miopatias de esforço e lesões musculares. A CK é considerada marcador sensível de lesão muscular recente, apresentando aumento rápido após dano tecidual.
- Tipo de amostra: Soro
- Espécies: Canina, Felina, Equina
- Volume ideal: 1 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela
- Critérios de Rejeição: Amostra hemolisada intensa ou volume insuficiente
Observação importante:
A CK pode sofrer aumento transitório após exercício intenso, contenção vigorosa ou aplicação intramuscular.
Exame:
BILIRRUBINA
Descrição do teste: Dosagem sérica de bilirrubina total e suas frações (direta e indireta), pigmento derivado da degradação da hemoglobina.
Comentários: Indicada na investigação de icterícia, hemólise, hepatopatias e distúrbios biliares.
A avaliação das frações auxilia na diferenciação entre causas pré-hepáticas (hemólise), hepáticas (lesão hepatocelular) e pós-hepáticas (colestase/obstrução biliar). Em equinos, elevações discretas podem ocorrer em jejum prolongado.
- Tipo de amostra: Soro
- Espécies: Canina, Felina, Equina
- Volume ideal: 1 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela
- Critérios de Rejeição: Amostra hemolisada intensa, lipêmica acentuada ou volume insuficiente
Observação importante:
A amostra deve ser protegida da luz para evitar degradação da bilirrubina.
Exame:
TRIGLICERÍDEOS
Descrição do teste: Dosagem sérica de triglicerídeos, principal forma de armazenamento de lipídios no organismo.
Comentários: Indicado na investigação de dislipidemias, pancreatite, endocrinopatias (como diabetes mellitus, hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo) e monitoramento metabólico.
Pode sofrer influência significativa do jejum inadequado.
- Tipo de amostra: Soro
- Espécies: Canina, Felina, Equina
- Volume ideal: 1 mL
- Volume mínimo: 0,5 mL
- Recipiente: Tubo de tampa vermelha ou amarela
- Critérios de Rejeição: Amostra intensamente lipêmica, hemolisada ou volume insuficiente
Observação importante:
Jejum de 12 horas é recomendado para maior acurácia do resultado.
Valores elevados:
- Podem indicar dislipidemia primária ou secundária (diabetes mellitus, hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo).
- Podem estar associados a maior risco de pancreatite em cães.
Valores reduzidos:
- Geralmente sem relevância clínica significativa isoladamente.
* A interpretação deve considerar colesterol, glicemia e quadro clínico do paciente
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